Friday, December 29, 2006

Não tão rápido, seu Poloio!

Voltei a tempo, nessa contagem regressiva para o encerramento de dois mil e seis. Estamos naquela fase de fazer o balanço do ano que passou, que não serve para nada, e de tentar prever o que irá acontecer no ano que vem, que não é algo honesto - ninguém pode prever o futuro - e por isso mesmo, também não serve pra nada.

Viva o hoje e agora que é a única coisa certa que todos nós temos. O resto é passado ou é balela, papo furado, coisa de adivinho de meia tigela. Soubessem eles não ficariam achacando a escumalha, acertariam na loteria - esses vigaristas.

Feliz hoje, hoje e sempre!

Thursday, December 21, 2006

Encerrando o ano

Esse é praticamente um post de encerramento de ano. Dificilmente, nessa correria que é a nossa vida, terei tempo para retornar a escrever antes do final do ano. Estamos em plena regressiva, faltam oito ou nove dias para a virada do ano.

Escrevi em outro blog que essa contagem do tempo é uma ilusão, anos separados por uma ínfima fração de tempo, e a nossa crença de que isso faz toda a diferença. Sei que embora seja uma ilusão, ela é necessária porque aumenta a nossa esperança, nos faz crer que é possível recomeçar, e isso é muito bom.

Dentro dessa perspectiva, gostaria de desejar a todos um Feliz Natal e um muito próspero e bom 2007! Até depois das festas!

Monday, December 04, 2006

Lágrimas de Crocodilo


Quando os crocodilos comem uma presa, eles a engolem sem mastigar. Para isso, abrem a boca de tal forma que ela comprime a glândula lacrimal, localizada na base da órbita, o que faz com que os répteis lacrimejem. A partir dessa observação, passou-se a dizer que as pessoas que choram sem razão, ou por fingimento, derramam lágrimas de crocodilo.

Sunday, December 03, 2006

Lá se vai...

E vai terminando o ano em que se celebra o centenário de nascimento do grande poeta, aquela personagem doce e bem-humorado que deixou a sua marca nessa cidade, Mário Quintana. Quiserater um centésimo da inspiração do grande poeta.

Lá se vai
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Essa vida é trem, grande salsicha
Feita de anos encarreirados a passar
Atados, rebocados por anos-novos

Trem que leva memórias, histórias
Leva gente, engolindo as estações
Seguindo trilhos que volta não tem

Deixando saudades, as dores, e atores
Que a chorar abanam para o nada além
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C0py 2006 - Ronaldo Souza

Monday, November 06, 2006

Apressado e barulhento

E é com esses dois adjetivos: apressado e barulhento, que eu defino o mundo de hoje. Poderíamos dizer que esses dois adjetivos são próprios desse século, ou da necessidade do século: um pensamento segundo o qual barulho e pressa são necessidades, ou inconvenientes inerentes do progresso. Eu penso de maneira diferente. Acho que o homem moderno não sabe viver no silêncio e corre sem saber para aonde.

Se penso assim é porque não há como vencer o tempo, por mais que se ocorra, por mais que se façam tentativas de todo o tipo. Ele ainda é uma barreira intransponível. Mas eu preciso correr para poder encaixar todas as minhas atividades no horário disponível no meu dia. Sinto dizer, mas alguma coisa está errada na divisão do seu tempo. Ou você tem tempo de menos, ou o que é mais provável, atividades demais.

E o silêncio? O silêncio permite o encontrar-se consigo mesmo, a reflexão. Muita gente foge desse encontro, não quer pensar sobre os caminhos que está trilhando na vida. Pensem nisso...

Tuesday, October 17, 2006

Outubro a passar voando...

Mês da modernidade, outubro passa embarcado, não numa barca como pode sugerir a palavra, mas num avião. Outubro corta os céus varonis da cor do anil - expressão démodé em pleno século XXI. Alguém ainda sabe o que é anil? Lembro das trouxinhas de anil que se usava na água para clarear (ou seria para colorir de azul?) as roupas durante a lavagem.

A passagem do tempo não é colorida; embora a gente costume dizer que as coisas estão pretas - que é a ausência de cor! - ou tudo azul, a verdade é que a vida só é colorida para quem tem dinheiro suficiente para bancar a felicidade ou desprendimento suficiente para viver sem ele.

Eu? Vou aos tropeços.

Saturday, September 16, 2006

Esperamos setembro chegar

Quando mais inocente eu era, havia o sete de setembro, dia de marchar, literalmente, as calças eram curtas, mas a esperança era longa. Hoje não existe mais esperança, nem curta, nem longa. O sete continua marchando, o país também, na mão dos maus políticos eleitos por um mau povo que não sabe votar.

O amanhã não será nem melhor, nem pior, só mais do mesmo, dos mesmos. Pouco resta a celebrar. De setembro nos resta a primavera, a estação das flores, que cheirosas nos fazem esquecer o mau-cheiro restante.

Friday, August 25, 2006

Rebaixamentos

Os astronômos preocupam-se em rebaixar Plutão de categoria. O Ministro da Previdência em rebaixar o número de beneficiários da dispensa médica custeada pelo INSS. Eu preocupo-me em (re)baixar as despesas - tornar, mais um vez, tornar a baixar, e tornar a baixar!

Assim, a cada um é dado uma preocupação com um tipo de rebaixamento. Rebaixados então: Plutão virou Planeta-Anão; muita gente vai trabalhar sem a mão - enquanto o presidente aposentou-se com dois anos de trabalho porque perdeu um dedinho, o mindinho, tadinho; eu vou ficar sem o feijão, que vai fazer companhia ao s cortados pão, sabão, e até ao pimentão.

Não reclamo, não. Como dizia meu amigo Persegonha, roubar é que é a maior vergonha...

Friday, August 11, 2006

Poloio!

Foi a minha falecida avó Catarina, uma italiana gentil e bonita. Foi ela que colocou esse apelido de criança, ela me chamava assim, de Poloio. E fazia muito tempo que eu não escutava esse carinhoso "Poloio", um apelido fofo, como definiu a amiga Drica.

Falando com meu irmão - que possui uma memória prodigiosa! - ouvi ele me chamar pelo apelido: - Como vai, Poloio? disse ele, como se fizesse uma semana que eu tivesse sido chamado assim, e fazia mais de 40 anos que eu não ouvia o nome!

Não me perguntem qual é o significado de Poloio. A única pista que eu posso dar é uma foto de criança, essa aí ao lado, que tinha como legenda: "no dia do seu primeiro tombo...". Seja qual for a extensão do acidente, sobrevivi. Devo ter cara de Poloio, o que quer que isso signifique!

Se eu fiquei malucão com a batida? Se foi ela a responsável pelo tipo de cara que sou hoje? Não sei, acho difícil responder essa...