Wednesday, October 22, 2008

É...

É, monossilabo tônico, diz tudo e não diz nada. É se diz quando é, e se diz é quando não é também. Um é assertivo, um é substântivo, um é verbo, que dizem de ligação. Liga um sujeito qualquer a um predicativo - desse mesmo sujeito. Ele é, dizemos quando o tal sujeito é e o mesmo dizemos quando o sujeito também não é. Vai entender!

O é é um desconsolo com a vida: - Como vai você? A resposta vem rápida como um tiro: -É... O importante de se notar é essa pausa após o é, que diz tudo, e diz muito mais do que diz o próprio é. É um é que não é, se é que me entendem. Equivale a um "está tudo muito ruim", mas que eu prefiro não entrar nos detalhes. Isso é, detalhar o porquê desse é não ser.

É...

Friday, July 11, 2008

Caros contemporâneos!

Caros contemporâneos!

Não, não há erro no vocativo. Não falo aos conterrâneos em geral, mas para os que viveram os anos sessenta. Nesse ano de 2008, inclusive, comemoramos os quarenta anos do famoso ano de 1968, o ano auge do movimento hippie e da filosofia do "paz e amor". Pois caros contemporâneos, nosso presidente vive uma época em que sentimentos nostálgicos afloram.

Algumas más línguas afirmam que não se trata disso, mas os frutos de um aculturamento tardio. Não sei, não posso afirmar nada, só temo que numa próxima visita a Turquia ele cumprimente os turcos pela queda de Constantinopla em 1453!

Essa de cumprimentar os vietnamitas pela vitória na Guerra do Vietname foi dose pra mamute!

Sunday, June 15, 2008

Apelação

Não vejo saída para esse meu Poloio: o jeito é apelar. De um dos comentaristas, uma das "sumidades" da TV Globo: Kaká não jogou joje pela seleção, mas vai estar no Bem Amigos, com Galvão Bueno amanhã às 9 da noite". Ah, tá, ainda bem!

Estava vendo a Argentina jogar contra o Equador. Ver as jogadas de Messi, um pouco diferentes dos nossos jogadorzinhos, esses com nomes de "inhos" que andam por aí, de muto nome, muita fama e pouca bola. Se o cara é bom de pedalada, ele está no time errado, passa ele pra equipe de ciclismo.

O Brasil é um país tão esperto que, sendo o país do futebol, na hora de escolher um técnico escolhe logo um que não sabe nada da matéria. Erraram, acho que o lugar do Dunga é na Disneylândia.

Monday, April 14, 2008

Da utilidade das coisas

Existe (?) uma lei natural sobre o uso e desuso das coisas: o que cai em desuso é abandonado, desaparece, morre. E se essa lei for aplicável à Justiça brasileira, esse deve ser o seu destino. Pelo desuso, ela deve estar condenada ao desaparecimento.

A justiça, órgão do estado encarregado da prossecução penal, da distribuição da justiça, deve(ria) manter o império da lei e assim disciplinar o convívio social. Essa função exige um aparelhamento imenso do estado, é necessário fiscalizar e coibir as infrações cometidas contra o ordenamento social, sob pena de se tornar sem sentido.

Atualmente as polícias prendem os autores dos delitos, a justiça os processa e condena (com leis fracas na imposição das penas) e, além disso, o sistema prisional não faz a sua parte, não mantém os presos para que cumpram as penas e nem os recupera para o convívio social.